Entendendo o semelhante…

Entendendo o semelhante…

Affonso Celso Gonçalves Junior

Por que o ser humano encontra tanta dificuldade para conviver com seus semelhantes? Será tão complicado entender que todas as pessoas querem simplesmente viver da melhor forma possível?

Mas, na verdade, é justamente este o problema, pois para que a vida de cada pessoa se torne melhor são necessários parâmetros de comparação entre o ontem, o hoje e o amanhã e, desta forma, as pessoas acabam buscando modelos de vida e felicidade muitas vezes inapropriados levando em consideração aspectos efêmeros.

Os conceitos de felicidade ainda estão baseados principalmente em “ter”, enquanto deveriam estar focados em “ser”. A busca da felicidade deve estar pautada prioritariamente no entendimento e aceitação das pessoas como realmente elas são e somente assim poderemos estar iniciando a jornada pelo conhecimento da essência da vida e consequentemente buscando nosso autoconhecimento. Os que já lograram tal intento são aqueles que vivenciam o “eles” em lugar do “eu” e do “nós”. Para esses, o semelhante é a comunidade planetária, a verdadeira pátria que é o Planeta Terra.

Então, quais os principais fatores que determinam que um ser humano possa estar trilhando um caminho mais destrutivo ou criativo? Uma tentativa de entendermos este mecanismo será o de considerar que todo ser humano está vulnerável a forças externas e internas (ganância, inveja, ignorância, cólera, orgulho, etc.). Também se deve considerar o estado de angústia e o desespero dos seres humanos perante situações ímpares. Dependendo de como estamos preparados em momentos determinantes em nossa jornada terrena, nossas experiências poderão ser canalizadas para a formação de um caráter mais agressivo e destrutivo ou felizmente mais construtivo.

Devemos suplantar os devaneios financeiros e tecnológicos para que possamos trabalhar a busca do nosso ser interior e, assim, lapidar nossa alma. Devemos, sim, buscar o conhecimento, o crescimento intelectual e financeiro, mas de forma equilibrada e justa.

É preciso que saibamos bem o que queremos e por que queremos, para que as idéias contrárias não se infiltrem em nossa mente, desviando-nos de nosso caminho.

Se o encarnado procura pautar sua vida pelos conselhos sábios do Grande Criador e se esforça para trabalhar em prol de sua evolução espiritual, certamente, poderá atingir o entendimento do vosso semelhante. Se este sentimento for sincero, poderemos estar preparados para aceitar muitas atitudes alheias à nossa vontade. Se nossa postura estiver baseada em uma conduta verdadeira, poderemos progredir no caminho do entendimento e da resignação. Nada é mais engrandecedor do que ouvirmos críticas e imediatamente estarmos preparados para uma auto-análise tranqüila e desta forma estaremos exercitando nosso autocontrole.

Assim, é necessário que não se dê guarida aos maus pensamentos, àqueles que nos fazem perder o equilíbrio e nos afastam do caminho que desejamos seguir, da conduta que temos por hábito adotar, no intuito de conseguir vitórias espirituais. Temos de buscar o equilíbrio entre o que desejamos e por que o desejamos e, então, poderemos “libertar o espírito por meio da matéria e a própria matéria por meio do espírito”, ou ainda, fazer do fixo o volátil e do volátil o fixo, onde não se pode fazer cada etapa independentemente.

Pai, eu estou servindo ao meu irmão, porque aprendi com Jesus que a caridade é bálsamo que alivia as dores de quem a pratica. Pai, dê-me forças para esquecer meu sofrimento, minorando as dores alheias. Ajude-me, meu criador, a ter compreensão para entender meu semelhante“.

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