Postura corporativa


Postura corporativa

Caio Lauer

Todo ambiente de trabalho deve ser tranquilo e organizado, a fim de que todos colaboradores desenvolvam suas atividades com concentração, foco e tenham bom desempenho profissional e boa execução de suas atividades. Mas na rotina das organizações, não é sempre que esse cenário se desenha. Comportamentos que não competem à rotina do trabalho, como conversas paralelas e ligações telefônicas particulares atrapalham no desenvolvimento das tarefas diárias.

O uso de celular, por exemplo, se tornou um fato tão corriqueiro nos últimos tempos que muitos não percebem que ao utilizá-lo no ambiente de trabalho possam ser inconvenientes. Usar o aparelho durante reuniões e encontros executivos, configurar toques de chamadas que desconcentram e falar alto ao aparelho são algumas das principais gafes cometidas. Ligia Marques, consultora de carreira e de marketing pessoal recomenda: “deixar o celular no toque vibratório é essencial. Só atender se for realmente necessário no horário de trabalho ou se for assunto de trabalho. Se estiver com cliente ou em reunião, não atenda”.

Ter bom senso é essencial. O profissional precisa saber que o ambiente corporativo é voltado exclusivamente para tarefas de trabalho, então é necessário tentar separar ao máximo o trabalho da vida particular. Se o uso do celular for exclusivamente para trabalho, a empresa deve especificar que o telefone deverá ser utilizado apenas com objetivo profissional, ainda mais se a companhia fornecer esse aparelho celular para o colaborador. “A ideia é saber como utilizar o celular. Se for voltado para o trabalho, se o momento exige que o colaborador utilize o aparelho, e tiver pessoas ao seu redor, deve pedir licença e saber se comportar nesse momento”, aponta Adson Pita, Consultor em Gestão de Recursos Humanos e Instrutor do Senac-SE. De acordo com o consultor, em raríssimos casos deve-se utilizar o celular no ambiente de trabalho para fins particulares. “Nessa situação, deve-se pedir, licença, ser o mais discreto possível”, indica.

Segundo o instituto de pesquisas Pyramid Research, a venda de smartphones na América Latina vai pular de 4 milhões em 2009, último ano no levantamento, para 48 milhões em 2014. Isso estimula um novo fenômeno nas corporações, conhecido como “fofoca eletrônica”, já que muitas companhias cedem esse tipo de aparelho para uso executivo. Um bom exemplo é quando uma pessoa está expondo suas idéias em reuniões ou apresentações, e as outras estão mandando mensagens ou e-mails falando mal dela. “O profissional deve ter bom senso e, quando não existem muitas regras prescritas, esses colaboradores têm que ter a sensibilidade de enxergar as normas implícitas, e entender que certos comportamentos não são adequados”, afirma Pita.

Já no caso de profissionais que tenham contato direto com o público ou clientes, é recomendado dar prioridade para o atendimento, e deve-se colocar o celular no modo vibratório ou silencioso.

As conversas particulares entre os colaboradores em um mesmo ambiente são um problema para a boa produtividade e colaboram com a falta de concentração nas tarefas. Para um clima organizacional equilibrado, se faz necessário que os próprios companheiros de trabalho também avisem sobre a inconveniência. “Seus pares ou líderes podem trabalhar isso e auxiliá-lo de forma tranquila, mostrando a ele como esse tipo de comportamento pode afetar na empresa e mostrar que as pessoas ao seu redor se incomodam. Isso pode acarretar prejuízos para esse profissional, pois as pessoas podem passar a isolá-lo”, observa Adson Pita.

Ouvir alguém falar em voz alta, mesmo que para fins profissionais, é uma das atitudes que, com certeza, mais dispersam o pensamento. Geralmente, a pessoa traz esse hábito de casa, da convivência familiar, e Adson Pita avalia: “A pessoa pode ter o hábito me falar muito alto ou ter problema de audição. Então é interessante ficar atento a esses detalhes até para ajudá-lo. Às vezes é uma pessoa que fala alto naturalmente, é sua forma de agir. Isso não é algo ruim se for trabalhado”.

Outro tipo de inconveniência é a alimentação no ambiente de trabalho. Muitas empresas reprovam essa prática porque muitos dos colaboradores não sabem os limites do que comer à mesa do escritório. “Alimentos que deixam cheiro forte, como certas frutas e gordurosos que sujem a mesa devem ser evitados. Procure alimentos como sanduiches frios, barras de cereais, bebidas em caixinhas”, sugere a consultora Ligia Marques.

A posição da empresa

Faz parte dos deveres da organização informar de forma clara e explícita ao funcionário que entra na companhia, aquilo que a empresa permite ou não em seu ambiente. Os líderes e gestores também têm que ter capacidade de orientação, e seu papel é de esclarecer aquilo que não ficou bem explicado nas normas e manuais.

“Ninguém pode ou deve cobrar atitudes se não forem explicadas antes. Para isso os treinamentos em etiqueta empresarial passaram a ser essenciais e muito valorizados nas grandes empresas”, explica Ligia Marques. Segundo a consultora, após este treinamento, as atitudes poderão e deverão ser cobradas com mais rigor, mesmo que se precise chegar ao ponto de punições em determinados casos. O líder ou a empresa deve mostrar para o subordinado que, com atitudes inconvenientes, o próprio grupo ou equipe vai acabar se afastando dele.

Fonte:  Catho
Imagem: Google

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