Resiliência. Até onde podemos ir?

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Resiliência. Até onde podemos ir?

Ultimamente temos ouvido muito falar sobre resiliência. Esse conceito foi emprestado da física e tem várias definições, entretanto a mais comum é a que define a capacidade que certos objetos possuem de voltar ao seu estado natural, após receber energia e deformar-se, como por exemplo, em um elástico desses que usamos para prender documentos.

Obviamente, não é com esse sentido estrito que muitos autores e psicólogos têm usado o termo, mas, sem dúvida, em essência, ele cai muito bem aos seus propósitos. Por quê? Porque nos dias de hoje somos flexionados/pressionados, muitas vezes, além do que acreditamos ser nossos limites. Note o estresse que passamos no trânsito todos os dias, nas mudanças a que somos expostos no ambiente de trabalho e na competição diária pelo melhor desempenho possível, para sermos melhores profissionais, pais, maridos e esposas, filhos, entre outros papéis.

Quando pensamos sobre o conceito de resiliência percebemos que nem sempre é possível controlar tudo e que, sem dúvida, seremos testados e empurrados para além do que imaginamos ser nossos limites por essas incontroláveis situações que cercam nosso cotidiano. Mas está aí a grande questão e a beleza desse conceito físico aplicado atualmente às questões humanas. Todos nós temos a capacidade de nos “deformar” como um elástico, mas, diferentemente da física, de retornar não apenas ao estado anterior, mas mais fortes, mais experientes, superando desafios e aprendendo com as próprias vitórias e fracassos.

É claro que falharemos algumas vezes, afinal somos seres humanos, mas não se trata de ganhar ou perder e sim de ir além, de resistir às pressões, olhar para frente e seguir adiante, mesmo que em determinados momentos tenhamos de flexionar ou até mesmo retroceder, pois talvez o mais importante para se considerar não é apenas o fato de retornar ou não ao estado natural, mas sim o tempo que ficamos “deformados” e o esforço que fazemos nessa ida e vinda.

Como diz o trecho da música de Ivan Lins “Desesperar jamais; Aprendemos muito nesses anos; Afinal de contas não tem cabimento; Entregar o jogo no primeiro tempo…”.

Fonte: Vagner Ribeiro – Ombudsman Blog do Itaú
Imagem: Google

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