Fofoca

Fofoca

Esse ditado popular, certamente já era usado pelos avós dos nossos avós. Afinal, boato, intriga, fofoca existem desde o início dos tempos.

Segundo algumas leituras, os homens pré-históricos buscavam informações sobre os outros para conhecer suas fraquezas, seus medos, desejos e o que sabiam fazer. Como, na época, não havia escrita, as informações eram passadas oralmente. E assim, parece que a fofoca passou a fazer parte das relações humanas.

Sua trajetória parece ter seguido, pela história da humanidade, minando as relações sociais. Existem casos conhecidos de informações erradas que mudaram algumas trajetórias da história, desmoralizando monarcas e relações políticas. É sabido que muitos reis, rainhas, czares, imperadores ou chefes de estado já foram vítimas de fofocas que desestabilizaram todo um governo.

Boato, fuxico, babado, diz que me diz papo furado. Não importa o nome que se dê: a fofoca segue por caminhos perigosos que podem manchar a reputação das pessoas, de famílias e, também, prejudicar o ambiente de trabalho.

José Ângelo Gaiarsa, autor de Tratado Geral sobre a Fofoca – uma análise da desconfiança humana – escreve: “a fofoca não serve para consertar nada, pois nunca acerta a pessoa certa na hora certa”.

Então, todo o cuidado é pouco. Afinal, não importa a origem, se a fofoca surgiu de forma inocente, se em uma brincadeira, ou se foi maldosa com a intenção de prejudicar. Fofoca é fofoca.

Criar histórias, presumir, falar sobre pessoas que não estão presentes. Tudo isso é fonte para uma “boa” fofoca e pode dar muito pano pra manga. E se as pessoas seguem com um assunto sobre o qual não se tem todas as informações necessárias ou se falam ou permitem falar de alguém que não está presente, pronto, já se instaurou o ambiente propício para a fofoca.

Para evitar situações como essas vale buscar ouvir mais, aprender e entender o que foi dito nas entrelinhas sobre qualquer tipo de assunto. Ter cuidado ao passar o seu recado e cautela ao escolher a pessoa com quem falar. Ser discreto, não gastando tempo com fofocas correntes na empresa ou de outros ambientes. Pedir desculpas imediatamente quando algum comentário seu, magoar alguém. Saber trocar informações de forma saudável.

Antes de falar qualquer coisa sobre alguém, faça o exercício de se colocar no lugar da pessoa: Se falassem de você o que você está prestes a falar do outro, como se sentiria?

Fonte: Blog do Ombudsman Itaú Unibanco
Imagem: Google

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