Autossabotagem

Autossabotagem

Você já se sentiu como que preso ou presa a uma situação que se repete, sem que você queira ou entenda a razão? Por exemplo, uma tendência a se relacionar sempre com pessoas difíceis, ou uma frequência em ficar sempre com a parte mais chata do trabalho, ou aquela vontade de comer muito, bem na semana em que precisa caber em uma roupa ou, ainda, a mania de por tudo a perder quando parece estar tudo tão bem.

Situações como essas Freud explica. Mas, além dele, vários outros estudiosos da mente humana chamam a atenção para atitudes que podem ser um sinal claro de autossabotagem. Isso mesmo, sabotagem, boicote a si próprio.

Como os sabotadores franceses do século XIX, que retiravam os dormentes (sabots, em francês) que uniam os trilhos da via férrea para as locomotivas se desgovernarem e perderem o rumo, algumas vezes, nós mesmos retiramos os dormentes dos nossos trilhos.

Stanley Rosner, psicanalista norte-americano, afirma que todas as pessoas têm padrões de repetição que podem ser corriqueiros e nem sempre esses são problemáticos, como calçar sempre um mesmo pé antes do outro ou definir uma ordem para comer determinados alimentos.

Mas, quando a pessoa pula de emprego em emprego e sempre culpa os chefes e os colegas ou se casa várias vezes e, apesar de os parceiros serem absolutamente diferentes, vive situações e problemas idênticos com todos eles, provavelmente entrou num ciclo negativo de repetições, que pode ser percebido por todos, menos por ela mesma.

Estudos de casos mostram que, na maioria das vezes, a origem das repetições está na relação entre pais e filhos e nas maneiras como as pessoas acostumaram a se relacionar. Tanto hábitos e padrões familiares, quanto traumas, grandes ou pequenos, do começo de nossas vidas favorecem um ciclo de repetição.

Buscar saber mais sobre nós mesmos e nossa história é o melhor caminho para entendermos determinados padrões que adotamos ao longo da vida. Conhecer já é um passo importante, mas não é tudo. O grande avanço normalmente depende de trabalhar bem esses traumas de forma a conseguir elaborá-los de maneira menos danosa, libertando a pessoa da autopunição que muitas vezes os traumas às impõem.

Fonte: Blog do Ombudsman Itaú Unibanco
Imagem: Blog do Ombudsman Itaú Unibanco

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