Conflito

Conflito

“Se duas pessoas concordam em tudo, você pode ter certeza de que só uma delas está pensando.”

A frase é de Lyndon B. Johnson, presidente norte americano, que sucedeu John Kennedy, após sua morte, em 1963. Ele é considerado um dos mais hábeis políticos que já habitaram a Casa Branca.

Em meados do século passado, um líder como B. Johnson já reconhecia na discordância benefícios que podem se sobrepor a qualquer imagem negativa que se tenha construído em torno de situações de conflito.

O conflito, quando identificado e controlado, pode ser uma fonte de novas idéias. Ele cria a possibilidade de discussões, permite a expressão e a exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores.

Quantas vezes já não ouvimos “se todos gostassem do azul, o que seria do amarelo?” Saber lidar com os conflitos e permitir que as opiniões divergentes sejam exploradas pode ser um ótimo caminho a seguir para, saindo de um estado de estagnação, promover mudanças, melhorias e inovações.

“Não há como negar que o potencial de perigo e destruição dos conflitos é real. A forma como escolhemos responder a esses conflitos é um ato de liderança. Nós precisamos de um novo modelo que coloque o conflito no centro, como um teste essencial de liderança”, afirma Mark Gerzon, especialista em mediação, no livro Liderando pelo Conflito, editado em português pela Campus.

Para o autor, lidar com o conflito envolve enfrentar as diferenças honestamente e com criatividade, entendendo a complexidade e o escopo das questões, permitir que os envolvidos se direcionem para a solução. E nesse sentido, dá dicas valiosas para quem precisa assumir o papel de mediador ou mesmo para quem está na situação de embate.

Gerzon destaca que é importante:

Reconhecer todos os lados, ter uma visão integral;

Compreender os relacionamentos que contribuem para o conflito. A isso o autor chama de raciocínio sistêmico;

Estar presente, aplicar recursos mentais, emocionais e espirituais para entender a natureza do conflito;

Perguntar para obter informações cruciais para a solução do conflito;

Pensar antes de falar e ouvir com atenção;

Manter a comunicação bilateral que inspira a capacidade dos participantes de anular o conflito;

Estabelecer parcerias e alianças que cruzem as fronteiras que dividem a organização, o grupo ou a comunidade;

Buscar promover soluções inovadoras.

Enfrentar uma situação de conflito pode ser enriquecedor, principalmente quando baseado em outros aspectos importantes do relacionamento humano, como confiança – em si mesmo e no outro -, flexibilidade, liderança, superação.

E nesse caso, o resultado da soma de duas opiniões divergentes pode ser muito mais que duas, três ou quatro novas ideias.

Fonte: Blog do Ombudsman Itaú Unibanco
Imagem: Blog do Ombudsman Itaú Unibanco

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