O infinito humano: O que nós somos

O infinito humano: O que nós somos

Scott Rabalais

Imagine a infinitude.

A mente lógica, caracterizada por limites e limitações, por lutas para compreender a imensidão do infinito. Mas, pelo bem de uma história, visualize a mais vasta extensão do espaço, estendendo-se interminavelmente por bilhões e bilhões de milhas, tão longe quanto podeis penetrar. Vamos chamar isto de tudo-em-toda a existência “o cosmos”. É tudo o que alguma vez foi, é e será. Atinge todo o espaço e tempo, e mais ainda.

Imagine que nós somos capazes de nos afastarmos do cosmos e ver a grande imagem de como a vida (tal como a conhecemos) veio a ser. Suponde que essa infinita existência é luz, a qual também pode ser entendida como energia. A luz é consciente de si mesma e, na sua consciência e inteligência infinitas, deseja experienciar mais de si mesma, acrescentar mais à sua sensação de descoberta. Simplesmente, quer saber o que é, em todas as formas, dimensões e possibilidades.

Esta luz brilha e dança e nada através de todo o cosmos e fazendo isto torna-se uma miríade de formas e tamanhos. Em termos de energia, modela-se numa tremenda variedade de frequências. Ao fazê-lo, experiência mais de quem e do que é. É a hora do recreio no parque infantil do cosmos.

A luz é uma luz capaz de transformar as suas qualidades de energia em múltiplos universos. Cada universo transporta e contém em si as qualidades da luz, constantemente conectada com a fonte de luz, contudo realizando-se a si mesma como um aspecto da luz.

Na variação de frequência, galáxias desenvolvem-se dentro destes universos. Tal como o universo transporta as qualidades do cosmos, igualmente as galáxias transportam as qualidades do universo. Há muitas galáxias que compõem cada universo e muitas frequências galácticas contêm as frequências do universo.

Para além disso, outras frequências aparecem como sistemas solares, componentes mais pequenos das galáxias. Estes sistemas são compostos por uma estrela central e rodeados de corpos que aderem a esta estrela. Muitos sistemas solares estão contidos dentro de uma galáxia e, os sistemas solares, como todos os outros níveis, são feitos da luz original do cosmos.

Dentro do sistema solar no qual habitamos existe um planeta, entre outros, comumente chamado Terra. O planeta é um ser de luz ele mesmo, residente do presente sistema solar, galáxia, universo e cosmos. O planeta Terra, composto de luz e de energia do cosmos, serve de abrigo para uma variedade de frequências energéticas. Entre estes seres energéticos estão elementos, água, montanhas, peixe, animais, árvores e, curiosamente, seres humanos. Todos os habitantes do planeta são aspectos da luz, interconectados com a totalidade da existência.

Os seres humanos são da luz, força original do cosmos, dos universos, das galáxias, dos sistemas solares e do planeta – e todos os que aqui residem. No mar da existência, o ser humano é a luz que simplesmente escolheu habitar o planeta para apreender experiências para o seu próprio ser cosmológico. Num plano energético, a única diferença entre um ser humano e um vaga-lume, uma rocha, uma gota de chuva ou uma estrela é a frequência com que cada um existe como luz no cosmos.

Os seres humanos, tal como outras frequências de luz, podem ser vistos como seres individuais de luz e como a totalidade da luz. Estas qualidades aparentemente contraditórias mostram a natureza paradoxal da realidade transcendente.

Deste modo, como o cosmos se modela em formas universais, os universos continuam a ser cosmos e os cosmos continuam a ser universos. Na verdade, a luz não se separa em componentes, a energia cresce sem fronteiras, permanece com uma fonte, uma simples piscina de luz, um todo numa existência.

Esta unificação da energia ocorre em outros níveis de variação de frequência. O cosmos permanece uma unidade, embora haja várias medidas de vibração nele contidas. Da mais ínfima parcela de existência no planeta à grandeza do cosmos, cada peça contém o todo e o todo contém cada peça.

Como o cosmos é auto-consciente e infinitamente inteligente, também assim o é cada aspecto do cosmos, incluindo o ser humano. Cada galáxia é um ser “separado”, embora esteja em unidade com toda a luz. Cada planeta tem a sua frequência única, embora, paradoxalmente, exista como parte do cosmos. Tal como o cosmos é infinito, assim o é o humano, assim como transporta com ele todas as qualidades do cosmos e de tudo em conjunto.

Os seres humanos não são menos importantes do que os outros aspectos do cosmos. Na verdade, como toda a existência vem de uma luz, não existe nada que seja mais ou menos significativa do que outra coisa qualquer. É tudo um grande oceano de existência, tudo de infinito valor.

Então, como os humanos vivem na luz do cosmos e, na verdade, em existência com o próprio cosmos, por que razão, nós, humanos, nos esquecemos frequentemente da nossa verdadeira natureza e de quem somos no nosso núcleo? Bem, nós temo-lo feito de propósito e tudo para bem da auto-consciência.

A maior parte de nós que vem para a Terra chega com um véu do esquecimento firmemente colocado. A função deste véu é permitir-nos focar na experiência, experimentar a vida através do veículo de cinco sentidos a que chamamos o nosso “corpo-intelecto”. Nós enamoramo-nos desta experiência, o que não é de admirar, porque é na verdade um espantoso e cativante mundo. Dançamos e brincamos, aprendemos e descobrimos, comemos e bebemos e passamos um bom bocado!

Nós divertimo-nos tanto e embrenhamo-nos de tal modo aqui que nos esquecemos que somos seres de luz e da fonte original. Em vez disso, focamo-nos por completo nas impressões dos cinco sentidos e nas funções do “corpo-intelecto” – sem a “grande imagem” do todo em lembrança. Perdemos a consciência da nossa plenitude e de quem somos integralmente.

No estado de ignorância, batalhamos pela sobrevivência, saímos da nossa existência natural para uma que subscreve as “desaprendizagens” e, honestamente, não sabemos em que consiste a vida de todo. Tornamo-nos perdidos, resignados a ver a “pequena imagem” e deixando o resto para os mistérios.

E contudo, as marés estão a mudar. Cada vez mais e mais humanos desejam retornar às suas raízes e ver-se a si mesmos como são – luz e energia. Eles têm experienciado a limitada realidade do “corpo-intelecto” e, consequentemente, anseiam mais do que isso. Muitos humanos estão, neste momento, vendo o que são para além do corpo e mente – os seus autênticos seres. Este é o despertar da família humana.

Nós temos apreciado a realidade dos cinco sentidos e alimentado a consciência de “tudo de tudo” com um quase infinito menu de experiências. Mas há muito mais. Podemos viver num mundo dos cinco sentidos, e mesmo assim tornarmo-nos conscientes da nossa verdadeira natureza. Podemos levantar o véu do esquecimento. Podemos trazer a luz dos nossos seres para a luz do planeta. Podemos viver como um, não apenas como comunidades protetoras, mas um na fábrica da nossa essência, a luz e a energia que somos.

Quando entramos em contato com a nossa mais profunda natureza, vemos que somos amor, luz, liberdade, unidade, harmonia e todas as outras descrições magnificentes que podemos imaginar. Nós somos a perfeição encarnada. Somos completos, inteiros e sem faltas. Somos seres espantosos, não apenas feitos à imagem e semelhança do cosmos; nós somos o cosmos infinito em si mesmo. E, à medida que nos tornamos conscientes da nossa infinita “auto- identidade”, nós também partilhamos naturalmente esse perfeito e amplo ser através da expressão da criatividade. Tudo o que nós somos e tudo o que fazemos é a mais elevada magnitude. Nós somos seres de luz ilimitados!

Fonte: Spirit Library e Luz de Gaia
Tradução: Ana Belo
Imagem: Google

Uma resposta to “O infinito humano: O que nós somos”

  1. Carlos Says:

    Adorei o assunto muito interessante

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