A revolução das emoções – Encantando o ensinar

A revolução das emoções – Encantando o ensinar

Dr. Neil Hamilton Negrelli Junior

O mundo vem se desenvolvendo de forma cada vez mais rápida, novas tecnologias surgem em verdadeiros rompantes. Por isso, o novo milênio clama por pessoas dinâmicas e de iniciativa. Acabou o espaço para o “homem-arquivo”, que armazena conceitos ou conhecimentos. Mas desenvolver-se plenamente, aprimorar capacidades, isso sim traz o diferencial para os que têm o compromisso de educar e ensinar.

Quando pais e professores assumem, comprometidos, a postura de favorecer as ações de seus filhos e alunos na interação com o Universo, muito mais do que alavancar a auto-estima, estes aprendizes percebem a capacidade transformada de suas atitudes, reconhecem-se como úteis e se conscientizam da importância dos seus atos na evolução e no progresso da humanidade.

Mas como conseguir todos esses resultados eficientes no dia-a-dia tão atribulado? Não há receitas ou fórmulas mágicas. Na verdade é o mesmo processo que funciona há milênios: conquistar a credibilidade e empatia, ganhar-lhes a confiança de forma verdadeira e honesta .

Se assumirmos, nós, a tão fantástica posição de aprendizes e observadores, perceberemos que nossos filhos e alunos nos dão todos os sinais de como estão pensando, de como suas atitudes representam o que acreditam e no que se consideram mais ou menos capacitados. Se reconhecermos sua estrutura de pensar e agir, eles se colocarão de forma cada vez mais receptiva e aberta às nossas intervenções. Se nossos alunos e filhos nos permitem conhecer seu mundo interno, suas percepções e interpretações e sentem-se respeitados e valorizados por isso, será uma consequência aguçarem a curiosidade para conhecer também os nossos valores, princípios e como solucionar nossos problemas.

A mágica ligação, então, estará formada. Como desbravadores, atentarão para os nossos comportamentos, perguntando-nos os “porquês” de nossas atitudes e questionarão as próprias atitudes, comparando-as, mas principalmente sabendo que o direito de escolha é que os torna únicos. Terão o aprender como um prazeroso hábito.
Interagir, mediar e favorecer a reflexão é um compromisso de quem antes de ensinar, permite-se aprender. Enquanto nossos filhos e alunos percebem nossa postura e nos admiram por isso, temos todo o Encanto que envolve o Ensinar.

Fonte: Catho
Imagem: Google

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