Como se planejar nas férias

Como se planejar nas férias

Caio Lauer

O verão chegou e com ele as tão aguardadas férias. Os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são os mais solicitados pelos profissionais quando o assunto é período de descanso. Apesar da ideia original ser o repouso e o esquecimento das obrigações diárias, muitas pessoas não conseguem se desconectar do trabalho nestas situações.

Planejamento é a palavra-chave. Organizar as tarefas antes das férias é uma importante dica para conseguir se desprender das responsabilidades: um mês antes deve haver um programa, delegar as tarefas para outras pessoas, deixar por escrito o que combinou com os colegas e deixar o superior direto ciente de quem vai fazer determinada atividade e quando. O maior problema quando a pessoa sai de férias é a falta de responsabilidade por este profissional deixar muitas funções e atividades pendentes, às vezes, propositalmente, para a empresa sentir como ele faz falta. Mas, a estratégia pode não ser bem-vinda, e ao invés da pessoa se valorizar, ao retornar do período de descanso, voltará com uma imagem de desorganização e falta de responsabilidade por ter deixado tarefas importantes de lado.

Para Cecília Shibuya, vice-presidente da ABQV – Associação Brasileira da Qualidade de Vida -, as pessoas almejam muito as férias, mas ninguém se prepara adequadamente. “Existe um ritual a ser seguido: deixar todas as atividades de trabalho em dia, passar o conhecimento para a pessoa que irá substituir o profissional, não deixar pendências, não ter medo de passar a função com medo de perder o posto para quem o substituiu quando retornará e se preparar, de fato, para o período de descanso”, comenta.

Sair de férias dessa maneira permite uma maior tranquilidade. Porém, dependendo do cargo do profissional, como um gerente ou diretor, deixar um número de telefone para urgências ou um contato de e-mail é essencial. Se a pessoa possui uma função de gestão, existem algumas obrigações e responsabilidades que, de qualquer maneira, terá de passar por ela. “A cada três ou quatro dias, verificar a caixa de entrada do e-mail e deixar claro que o contate apenas em casos de urgência, ou que deixe recado na caixa postal do celular, são medidas normais para profissionais comprometidos”, aponta Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil, consultoria em Recursos Humanos.

“Já vi um executivo na praia com laptop e dois celulares. Tem gente que tem um problema sério de status, pois o senso de importância dele é maior do que a empresa lhe dá. Esses indivíduos estão fadados a enfarte ao serem substituídos porque o que deve possuir é uma equipe que possa ser delegada com total controle e ter tranquilidade para se ausentar o tempo que for necessário”, indica Shibuya.

Mas, existe período correto de descanso? Logicamente, quem tem filhos pequenos prioriza o descanso entre janeiro e fevereiro. Mas existe outra opção recomendada por Paulo Kretly: “aproveitar as viagens de trabalho para usufruir um ou dois dias de lazer após o compromisso profissional. São coisas simples, como procurar levar alguém da família nesse período curto e conhecer as atrações da cidade. Isso renova bastante!”. Ele diz que essas paradas menores podem ser muito mais revigorantes do que um período grande, uma vez por ano.

Muitas vezes, descansar em períodos menos movimentados pode ser muito melhor, pois paga-se muito menos em hotéis e pousadas e pode usufruir, de fato. “É escolher o momento adequado a sua realidade”, indica Cecília.

Consequências

O profissional que não tira férias ou não consegue se desconectar do trabalho no descanso, não suporta atuar por muito tempo sem a devida pausa. A probabilidade de doenças, estresse e depressão são enormes, e se não manter um nível alto de produção, acaba sendo despedido. A renovação contínua é muito importante para dar mais energia nas atividades do dia a dia.

“Além de problemas físicos, como enfarte, essa pessoa certamente terá problemas sociais e familiares afetivos extremamente comprometidos porque nunca conseguirá estar por inteiro em nenhum tipo de relacionamento”, orienta a vice-presidente da ABQV.

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso – 412ª Edição
Imagem: Google

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