Por que esse medo do novo?

Por que esse medo do novo?

Maria Silvia Orlovas

Nos últimos dias, conversei com algumas pessoas que me confidenciaram um medo em relação ao futuro, medo que as espera em 2012. Foi quando mergulhei em mim mesma em busca de resposta e da ressonância desse sentimento e encontrei uma reverberação desse sentimento negativo em mim também.

O passo seguinte foi me perguntar por que sentir medo? Por que temer?

Sempre procuro observar o que está à minha volta, e refletir sobre as emoções e sentimentos que me perturbam e percebi que a insegurança é um fator muito perturbador na vida das pessoas. O tempo todo sentimos medo e se não nos conscientizamos desse sentimento perturbador o medo vai tomando conta de nós e fechando as portas para atitudes inovadoras e libertadoras. Seguimos aprisionados ao medo de errar, de perder, de ousar, de fazer diferente, de assumir relacionamentos mais íntimos, de começar coisas novas. Mas por que olhar o futuro de forma negativa, por que não nos permitir ter esperanças? Por que guardamos dentro de nós as referências daquilo que não deu certo, passando por cima e esquecendo as coisas boas? Precisamos mudar isso!

E esta importante mudança está em nós. A libertação deste padrão de consciência baseado no medo não acontecerá naturalmente. Serão as nossas forças, a nossa compreensão que mudará o futuro e também o presente.

Vejo muitas pessoas ficarem esperando as coisas acontecerem para acreditarem no bem, para transformar suas vidas em algo mais positivo. Esperam resultados externos, como uma promoção, ou o reconhecimento de alguém. E como quase sempre a vida não nos dá o que esperamos o tempo todo, a frustração toma conta das emoções, o medo se instala, e o sentimento de autoproteção vem e nos encapsula numa redoma. Concordo que precisamos aprender com os erros, com as coisas ruins que nos acontecem. Precisamos nos proteger e não repetir atos negativos, nem permitir que as coisas ou as pessoas nos machuquem, mas ainda feridos, precisamos dar espaço para tentar novamente, e fazer outros caminhos e novas escolhas. E essa atitude não deveria ser apenas de almas corajosas e otimistas.

Ousar, abrir, viver e deixar o sofrimento ir embora, focando a mente e o coração nas coisas positivas que temos deveria ser uma atitude natural para todos.

Vejo que a fé, aquela que move montanhas nasce dessa fluidez de deixar as coisas acontecerem, de nos permitir errar e de refazer caminhos. Não precisamos ser perfeitos para sermos amados, também não precisamos esperar alguém perfeito na nossa vida para sermos felizes.

Se formos mais leves em relação a cobranças, vivendo com uma boa dose de otimismo o que a vida nos oferecer, esse terrível inimigo da evolução que é o medo, desaparecerá sem esforço. Por que ter medo do futuro, se você acreditar que as coisas são passageiras, que você pode fazer de um outro jeito, que você pode ser feliz com aquilo que tem?

O bem mais precioso da sua vida é você mesmo, e cuidar de equilibrar suas emoções, seus pensamentos, faz toda diferença entre a escolha de ser feliz ou se preocupar. Se você viver o hoje na totalidade de suas possibilidades positivas, e fizer a sua parte, com certeza a felicidade do amanhã está garantida.

 

Fonte: STUM – Somos Todos Um
Imagem: Knowing The Difference 

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